Day one: Puta carência

Agora eu tô lendo Eleanor & park, na hora que ela visita a casa do park e ele diz “sorria para minha mãe” “ninguém como você veio aqui” e ela faz todo charme teatral chorando sobre a impossibilidade de alguém sequer gostar dela. Sinto que Raiwbom quis tirar sarro com minha cara porque é justamente desse drama que tá atrapalhando minha vida nesse instante. Deixa eu esclarecer umas coisas:

Quando você sente que uma pessoa não quer fazer uma coisa, mas mesmo assim ela está fazendo, ou você acha que ela tá fazendo, porque na real você não sabe mais nada, e você entra numas de ter pena de si mesma por estar recebendo algo que não está sendo dado assim ~de coração~, você sente toda a carga pesada e a raiva embutida porque na real você é um puta de um estorvo maligno na vida alheia, e ao mesmo tempo fica meio triste pela outra pessoa, que tá ali claramente infeliz porque não consegue se livrar. de você. if i did have a tumor, i’d name it marla, e tal. e é nítido que ela adoraria se livrar. de você. mas não é assim tão simples. nada é simples.

Mas o problema é que as vezes eu sou maligna e imploro coisas que as pessoas não estão fazendo por mim. E o ato de implorar me faz um filha da puta porque eu não peço, eu exijo, eu chingo e magoo. Pura carência. Eu sei. Ou culpa da tpm que me deixa introspectiva pensando em cada ato do próximo. Eu juro que tento ser de boa e não levar muito para o lado pessoal. Mas quando dou por mim já fiz merda. Diante disso, resta duas alternativas: posso me fazer de vítima abandonada ou posso ir lá e pedir desculpas. Escolho a segunda opção. Os erros não se justificam com outros erros e eu não quero viver a vida na defensiva.

Sorte minha que eu tenho um terapeuta, quer dizer um blog.